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“Educação não é despesa, é compromisso com a vida: o ato em Paranaguá contra o descaso e em defesa das escolas”

  • 13 de abr.
  • 2 min de leitura

Na manhã do dia 6 de abril de 2026, Paranaguá amanheceu em movimento. Em frente ao IEE (Instituto de Educação do Paraná), dirigentes sindicais, trabalhadores da educação, estudantes, mães e representantes da UPE (União Paranaense dos Estudantes) reuniram-se em um ato de manifesto que uniu dor, alerta e esperança. Entre as vozes a Secretária de Formação Sindical, Sara Caroline, e a Secretária Educacional, Cybele, que juntas trouxeram não apenas a solidariedade, mas um compromisso prático: transformar a mobilização em um alerta nacional para que nenhuma escola municipal precise passar pela tragédia e pelo descaso que já atingiu a rede estadual.


O ato não foi um evento isolado. Foi uma resposta organizada da comunidade parnanguara a uma verdade incômoda: a tragédia anunciada não foi um acidente. Foi consequência de negligência, falta de vistorias obrigatórias e desvalorização crônica dos profissionais da educação. Por isso, a pauta foi clara e direta: infraestrutura segura, condições dignas de trabalho e valorização de quem educa.


Em um gesto de união que fortaleceu a luta, as dirigentes presentes firmaram uma aliança com o Sindicato APP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná), reconhecendo a trajetória de luta dessa entidade que, sempre que solicitada, esteve ao lado dos educadores e educadoras. Firmando o mesmo sentimento de solidariedade aos nossos aliados de base, estabelecendo um compromisso mútuo de construir um coletivo para cobrar que o município de Paranaguá continue cumprindo com as vistorias obrigatórias e garanta locais de trabalho seguros.


Um dos momentos mais simbólicos e potentes do ato foi a presença e a manifestação ativa dos estudantes. Ver jovens ocupando as ruas com cartazes, gritos de ordem e organização autônoma fez renascer uma memória importante: a de que, quando o sistema erra com a educação, são os jovens que, por meio de grêmios estudantis e ocupações, lembram a todos qual é o caminho da resistência. "Esse é o nosso legado se firmando e voltando a ocupar as ruas", ecoou entre os presentes.


O ato contou ainda com o trabalho incansável da UPE e de mães que estavam ali movidas pelo instinto mais primário e político que existe: o de defender o direito de seus filhos a estudar em um lugar seguro. Mães periféricas, mães solo, mães atípicas — todas unidas em uma só voz: não queremos mais correr riscos com a vida das nossas crianças e jovens.


Ao final da manhã, ficou o compromisso coletivo de que aquele não seria um momento esquecido. Que a mobilização servisse como um divisor de águas, um chamado à coragem de toda a comunidade para exigir uma educação de qualidade, com infraestrutura segura para crianças, jovens, professores e todos os profissionais que fazem a escola acontecer.


Paranaguá provou mais uma vez: sua população é unida, forte e luta bravamente pelos direitos da educação. E que esse ato seja apenas o primeiro de muitos — porque a luta por escolas seguras e dignas não pode esperar, não pode silenciar e não pode ser tratada como acaso. Não foi um acidente. E não será esquecido.


Educadores, uní-vos!


Texto e fotografia: Secretária de Formação Sindical Sara Caroline e Secretária Educacional Cybele de Oliveira




 
 
 

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